PARTICIPE DA ENCHENTE! por Aline Pereira

Artigo Publicado no Jornal ANotícia em 16/03/2011

 

Participei da enchente do dia 10 de março. Desta vez, não como espectadora, mas como pedestre de pés descalços do Centro de Joinville. Pena, já era dia 10! Um dia antes, nossas autoridades teriam molhado seus sapatinhos de couro em pleno desfile de comemoração dos 160 anos da cidade. Digo que foi curioso sentir, literalmente na pele, os motivos das reclamações que já ouvira por alto nos ônibus e esquinas.

Pude constatar situações que atingem do consumidor ao lojista, do mendigo ao burguês; observar, por exemplo, os sacos de lixo obedecendo à correnteza das águas da 9 de Março, que, certamente, chegariam às águas do Cachoeira; o desespero da criança agarrada com seus tentáculos ao colo da mãe; o proprietário da lanchonete e seus funcionários com água nas canelas, sentindo choques nas pernas enquanto geladeira e freezer não eram desligados; os motoristas de ônibus, preocupados com sua máquina, acelerando o ônibus no meio d’água e acabando por formar ondas de tamanho suficiente para atingir os pedestres que buscavam manter-se secos sobre canteiros e elevações.

Das 19 às 22 horas, esperei a água baixar para poder enxergar bueiros e declives sem correr o risco de focinhar naquela água barrenta. Estava sem comer, sem poder descansar do trabalho, contudo, foi apenas um pequeno número de horas de um dia qualquer, experiência que me oportuniza a corrente narrativa.

E quanto aos lojistas, funcionários do comércio e todos aqueles que precisam passar pelo miolo do Centro da cidade todos os dias? Foram dez cheias desde o início de 2011!

Seria oportuno que representantes do governo local e sábios em geral ficassem ali em pleno momento fatídico, encarando de perto e se expondo como um bom repórter se expõe para não perder os detalhes inimagináveis, e isso poderia incluir: o cheiro de excrementos, o choro contido da criança, o desespero dos lojistas, a correnteza das águas da 9 de Março. Quem sabe, assim, pessoas ocupadas da coletividade pudessem se inspirar ali – no meio d’água podre – naquilo que mais se espera: boas ideias para amenizar o caos.

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O "casqueiro" citado nas olimpíadas de Língua Portuguesa

Artigo publicado no Jornal Anotícia em 07/11/2010, comentando as crônicas dos alunos da E.E.B. Dr Tufi Dippe, que assuntaram o "Casqueiro" relacionando-o à proposta "O lugar onde eu vivo" das olimpíadas de Língua Portuguesa.



Bem, não é casqueiro, pessoal, é sambaqui. Há conchas importantes por lá, empilhadas ao longo da história de Joinville. Mas o nome usado pelos alunos da Escola Dr. Tufi Dippe é casqueiro, apelido consagrado da praça Davi da Graça, que integra uma área de lazer e um sambaqui. Para instigar também nosso aluno leitor, seria preciso manter o apelido.

Crônica é o gênero proposto pelas olimpíadas de Língua Portuguesa aos alunos da 8ª série ou 1º ano do ensino médio. É gênero polivalente. Exibe histórias do cotidiano, então é narrativa; exibe pontos de vista, então bebe na fonte do artigo de opinião. Aconselha-se que não seja aguda, mas pertinente a algum aspecto das gentes. Que seja crítica, mas com humor. “É coisa de escritor”, manifestam os alunos.

A proposta possibilita, com o tom confessional da primeira pessoa do singular e o tema “O lugar onde eu vivo”, que conheçamos apontamentos dos alunos com relação à cidade e ao bairro. O mais discutido foi a situação do Casqueiro. “Quando falamos que vamos ao casqueiro, todos nos olham com preconceito, pois acham que lá só tem pessoas de mau caráter, mas o casqueiro é um lugar onde os garotos se reúnem para jogar bola, onde os pobres se divertem para que tenham lazer no seu final de semana.” O trecho do texto da aluna demonstra sentimento comum a muitos; especialmente dos que nasceram nas redondezas e associam o local a uma história pessoal. Narraram as peladas de sábado; alguém lembrou do dia em que adotou cadelinha abandonada; até comentaram os tempos em que a família ia ao local no domingo.

Parece que já estão sendo feitos reparos. Há promessas de que sejam instalados neste espaço uma academia da melhor idade, brinquedos infantis e a revitalização da quadra de futebol de areia. A intenção já não é pedir melhorias ao local. É dar voz às prioridades da criança e do adolescente. É fazer valer sua fala valorizando os espaços coletivos de integração. Que o apelo desses jovens, por meio de seus textos com relação ao espaço “casqueiro”, seja um convite para que outras praças sejam revitalizadas, oferecendo limpeza, lazer e segurança.

É possível que, mais que descobrir escritores, um dos principais objetivos da olimpíada promovendo “o lugar onde se vive” seja a reflexão acerca do universo social. Cá está o resultado da proposta do Ministério da Educação e Cultura: um breve diagnóstico acerca do universo do aluno.


× Seguem duas crônicas selecionadas entre muitos textos bons. Entretanto, as duas que seguem não citam o Casqueiro.

Problemas da Modernidade na Minha Cidade
Renan Schoenhaus/ 8ª série


Certo dia eu e minha mãe fomos ao Pronto-Atendimento da zona norte para retirar uma verruga do meu braço; até porque não pega bem para um garoto de 14 anos uma verruga enorme no braço. Apesar de muitas reclamações da população em relação aos atendimentos médicos do SUS em Joinville, fomos atendidos muito bem. Depois que tudo estava pronto fomos ao ponto de ônibus para voltarmos para casa. Quando entramos no ônibus minha mãe sentou-se no assento preferencial antes da catraca, pois estava com meu irmão pequeno no colo, e eu fiquei em pé ao lado dela.

Em Joinville, o sistema de cobrança do transporte coletivo já é "mais avançado". Para pegar o ônibus é necessário comprar o vale-transporte nos pontos de venda. No local onde antes havia o cobrador agora fica uma catraca equipada com um dispositivo onde você insere o vale-transporte liberando a catraca.

Já eram 17 horas quando entramos no ônibus. Estávamos chegando ao centro e um congestionamento enorme nos atrasava. Já era de se esperar, porque com 270 mil veículos circulando pela cidade e lógico que vai haver congestionamento! O ônibus praticamente não andava e uma senhora no meio do ônibus lotado começou a se lamentar, já que teria que buscar seu neto na escola, mas não daria mais tempo: sua filha ficaria desapontada com ela. Outros passageiros também começaram a reclamar do atraso.

Depois de 45 minutos, enfim chegamos ao centro. Mas não esperávamos que surgiria outro problema além do congestionamento. Quando entramos no ônibus ao sairmos do P.A, eu inseri o vale-transporte e girei a catraca, mas não passei. Na hora, nem me dei conta do problema que iria causar. Após todos os passageiros terem saído do ônibus, eu e minha mãe permanecíamos presos.

Conversei com o motorista, tentei convencê-lo de que eu já havia girado a catraca, mas ele criticou a minha atitude dizendo que eu não poderia ter feito isso, que eu deveria ter passado a catraca. Então o motorista, alterado por conta de tantas reclamações devido ao atraso, chamou o fiscal para saber se podia nos liberar ou se teríamos que pagar outro vale-transporte. O fiscal veio, repetiu o que o motorista havia reprovado e finalmente nos liberou.

Se ainda existisse um cobrador seria mais fácil para os usuários do transporte coletivo, pois seriam evitados problemas como esse. Por conta do avanço tecnológico muitos homens foram substituídos por máquinas "mais eficientes" e perderam seus empregos. É irônico verificar que os seres humanos criaram os robôs para facilitar sua vida e, agora, os enfrentam. Eu teria pago ao cobrador o valor do vale-transporte e ele poderia ter falado ao motorista que eu já havia pago. Como é tudo robotizado o motorista, que não presenciou a cena, duvidou da minha palavra e teve que chamar o fiscal. O fiscal acreditou na minha palavra e nos dispensou.



Uma cidade com ritmo
Giovana Luíza Heck/8a 01


Usando os termos mais populares posso dizer que não sou joinvilense, por não ter nascido aqui, mas neste momento estou joinvilense. Em comparação da pequena cidade serrana de onde vim, entre muitas outras das quais morei - além da dimensão da cidade e a violência que a cerca -  Joinville contém uma das atrações turísticas mais diferenciadas, o Festival de dança de Joinville é sem dúvida a maior sensação da cidade.

Acabo de me lembrar de uma dessas apresentações de dança que me chamou muita atenção: o sapateado. Durante toda a apresentação não movi um músculo do meu corpo , não sei por que mais aquilo me prendia a atenção, aqueles garotos e garotas batiam o pé no chão com tanta firmeza, com aqueles olhares que diziam tudo o que eles estavam sentindo naquele momento , não sei explicar o que sentia mais era diferente , tal qual a emoção da criança que descobria um mundo novo , tal qual um amor a primeira vista , ao meu redor haviam os que riam os que aplaudiam os que contemplavam os que criticavam os que esnobavam mais poucos que como eu admiravam.

E agora, pensando bem, esse festival poderia durar mais tempo, tempo suficiente para que as pessoas não apenas se contagiassem pelo espirito da dança, mais que também passassem a vive lo. Quisera eu que fosse assim todo o dia. Que a dança se fizesse presente a todo tempo. Mas já que não é bem assim, eu aproveito enquanto não acaba esse festival de sensações.






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“Puta que o pariu, é a tarifa mais cara do Brasil!”

Um grito de guerra para uns, um coro de arruaça para outros, um brado que ameaça a tranqüilidade dos motoristas de carro alheios à coletividade de uma cidade. A frase foi entoada em manifestações contra a situação do transporte coletivo de Florianópolis, organizadas pelo MPL (Movimento Passe Livre); manifestações que foram tema do documentário intitulado IMPASSE, exibido em 2010 - na Faculdade Ielusc – Joinville.

Confesso que desconhecia detalhes do colapso da capital com relação ao transporte coletivo, que a $2,95, sem qualidade proporcional ao valor que corresponde a uma das mais caras do país, vem jogando pólvora ao ar de uma cidade com muitos universitários. Ainda que houvesse qualidade plena, o valor ainda seria questionável, afinal passagens altas limitam o direito de ir e vir daqueles que dispõem de orçamento limitado.

Lembrei do documentário ao voltar de férias e saber do reajuste da passagem de ônibus em nossa cidade. Existe uma célula do MPL por aqui, mas infelizmente as manifestações não chegam perto da força do movimento encontrada na capital. A maior parte dos estudantes do Campus Universitário de Joinville não depende de ônibus, já que mora nas proximidades da universidade. Outra grande parcela dos jovens da cidade (parcela maior do que a esperada) tem carro. Sabemos que manifestações, não deveriam, mas dependem da astúcia e da visão próspera dos jovens; aqueles que ainda não se acomodaram com o que deve ser questionado.

Certamente, a maior parcela de motoristas de carro das cidades acredita que em nada implica em sua vida os aumentos das tarifas de ônibus, portanto jamais poderiam dar corpo a alguma manifestação. Enganam-se profundamente. Convido a pesquisarem o número de automóveis adquiridos em 2010 na cidade de Joinville. E gostaria de motivá-los a duas reflexões: “Será que os valores das tarifas não instigam à compra de mais e mais automóveis?” “Será que haveria tanto automóvel nas ruas nos horários de pico, comprometendo o seu direito de ir e vir, caso as passagens fossem mais acessíveis?”

Em Joinville, os manifestantes, tal qual mostra o documentário citado acima, seriam chamados de arruaceiros; em Joinville, tal qual mostra o documentário da realidade da capital, o policiamento não estaria preparado para uma manifestação daquele porte. É triste perceber que há tanta desinformação a ponto de não entenderem que a água bate na bunda de todos os que precisam das ruas. Manifestações são previstas por lei e até países como Grécia e França são ícones do poderio popular nas ruas. É indecente saber que gastando $5,10 de transporte diariamente, gasto mais do que certa senhora do meu trabalho gasta de combustível, ela que mora em meu bairro e dirige uma BMW do ano. Puta que o pariu!

Quarta (19/01) tem manifestação do MPL, na prefeitura às 10 horas.

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Você tem um aquário?

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JOÃO, O BAILARINO DO TUFI DIPPE


Ele é uma das poucas crianças admitidas à Escola de Balé Bolshoi no Brasil para o ano de 2011. João, ainda sem viver sua primeira aula já é bailarino consagrado entre nós, profissionais da E.E.B.Dr Tufi Dippe. Viva o João que não é o do pé de feijão, mas tem pés mágicos: João fez o último teste com o pé ferido, por isso o elegemos como o menino dos pés mágicos. Feriu-se com um caco de vidro no sábado, dia anterior ao teste que o elegeu para iniciar um sonho dourado entre tantas crianças; e com seis pontos costurados no pé ele se tornou sagrado bailarino entre nós e toda a equipe que compõe uma escola de balé com padrões máximos de exigência. Sua mãe ligou aos prantos à nossa querida Sheila, ATP de nossa escola, dizendo que perdera as esperanças de ter seu filho estudando no Bolshoi, tanto pelo ferimento propriamente, quanto por não ter como levá-lo de ônibus por conta do machucado. Sheila, gentilmente levou o garoto ao Bolshoi na alvorada de domingo. Um domingo memorável para todos nós que conhecemos aquele menino de sorriso recatado de quem acabou de chegar. Ele chegou timidamente do Ceará para fazer história na nossa cidade.

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Com firme propósito a idolatria Justin Bieber pode ser muito útil!

D I S C U T I N D O          I D O L A T R I A




                                  
Luíza Pereira Mello (10 anos) escreve sobre Justin Bieber


10:36 da manhã. Ouvindo One less lonely girl, musica de Justin Bieber, no volume treze, pensando em algum texto que possa surpreende-lo! Minha mãe vai trabalhar Justin Bieber na escola dela. Ela não é muito fã dele mas prefere ele do que as vuvuzelas coloridas. Mas agora, eu quero falar o quanto Justin Bieber é especial para mim! Ele chegou do nada. Com talentos muito bons que surpreenderam a todas as garotas e a alguns garotos. Tem alguns que não têm gosto musical e não gostam das musicas adoráveis dele. Isso eu chamo de doença. Algumas pessoas acham Justin Bieber vaidoso demais! Eu acho bobagem porque todas as pessoas têm vaidades! As pessoas que dizem que não têm vaidade são MUITOOOO mentirosas! Como descobri ele? Bem: MTV, amigas, internet... Comecei só gostando de Baby e então comprei a revista GATOS da Atre e vi a ficha dele o poster dele e então no final da revista tinha uma lista de gatos!Primeiro, segundo, terceiro.. Quem é o gato numero um? Justin Drew Bieber! Nossa, que vitória! Deve ser muito divertido saber que você é o famoso mais bonito de todos! O garoto que valia cem dólares, agora vale 1 quadrilhão de dólares! E acho que não estou exagerando! Há muitas comunidadades do Justin Bieber no Orkut! Eu tenho só comunidades dele! Ele é meu único amor mesmo! Eu tenho 174 comunidades dele! Eu até criei um que se chama Justin até em quadrinhos! Justin Bieber é querido e amado por suas fãs! Ele é uma gracinha!Tem um coração que parece um grande poema de Fernando Pessoa! Ele canta tão bem! É tão talentoso! Ganha de mil sempre comparado com o resto dos garotos famosos! Justin Drew Bieber, todas somos suas fãs numero um! Nós nos unimos só de amor...Não tenho palavras para dizer...que eu te amo!

Como mãe da garotinha que escreveu o texto aí acima, será que devo me preocupar? Decidi estudar a questão. Vamos adiante...

Definindo a palavra IDOLATRIA

Essa palavra vem do grego eidolon, “ídolo”, e latreuein, “adorar”. Esse termo refere-se à adoração ou veneração aos ídolos ou imagens.  Diante deste sinificado muitas igrejas criticam qualquer tipo de idolatria que não seja referente a Deus, pois acreditam que a idolatria seja algo ruim, já que seus devotos, em vez de depositarem sua confiança em Deus, depositam-na em algum objeto, de onde não pode provir o bem desejado; e, em vez de se submeterem a Deus, em algum sentido submetem-se a valores representados por aquela imagem. 



            ALGUNS ESPECIALISTAS DISCUTEM IDOLATRIA




      ↓Por que adolescentes costumam ter ídolos?
(Augusta Baldaia)

O adolescente não é criança, mas também não é adulto, e desse contraste resulta uma tomada de consciência de si mesmo e dos outros, o que resulta na já anteriormente referida tentativa de recusa de uma identidade anterior e infantil, rejeitando assim os modelos da infância – pais – e partindo à procura de novos modelos. O adolescente passa a personificar nos seus ídolos as figuras dos adultos ideais, papel que os pais nesta altura não conseguem desempenhar. São as características comportamentais, físicas e ideológicas destes adultos ideais, que o adolescente vai tentar integrar nesta sua nova identidade. Nesta fase o adolescente apresenta uma certa instabilidade já que está mudando tanto física quanto psicologicamente, o que explica a influência dos ídolos sobre o comportamento dos jovens.

↓Ter ídolos pode ser algo benéfico? 
(Dra. Josiane Buratto)

A construção de um ídolo, para o adolescente, é de suma importância, já que define comportamentos que poderão ser ou não aceitos dentro de seus respectivos grupos. A subjetividade desse jovem também muda conforme o tipo de cultura e de situação social na qual ele está inserido, mas a conduta de possuir um ídolo continua sendo importante para o jovem, pois na infância, os ídolos das crianças são seus pais, e na adolescência, já que os jovens dão maior importância ao mundo social, aos amigos, elegem um ídolo que não pertence a sua família, e sim conhecido e admirado por todo o seu grupo social. Na adolescência, há maior identificação com o mundo externo, sendo que quando um adolescente idolatra algum artista, ele está buscando uma forma de se identificar com algo. Ou seja, aquele ídolo é em parte, o que ele gostaria de ser, ou ter. Isso acontece porque sua própria identidade ainda não está formada.

↓Quando a admiração vira obsessão? 
(Prof. Miguel Perozza)

  



A idolatria só vira um problema quando se prolonga até a vida adulta e, de admiração, vira obsessão, causando prejuízos para a vida da pessoa. "Nesse caso, denota uma dificuldade de assumir-se como um ser único, independentemente do ídolo. É esquecer-se de si e ficar sempre na rabeira de alguém, de uma tribo. No fundo, é uma fuga de si mesmo, da angústia de ter que fazer suas próprias reflexões e escolhas". É o caso dessas pessoas que perdem a noção da realidade e fantasiam que têm realmente um relacionamento com seu ídolo. Um exemplo são as groupies, aquelas meninas que querem bem mais do que um autógrafo ou ver seus ídolos ao vivo.  "Esse é o tipo de pessoa que só se sente importante através do outro. Provavelmente não foi incentivada a fazer suas próprias escolhas, mas a obedecer", explica Perozza.

CURIOSIDADE- O termo "groupie" surgiu nos anos 60, criado pela revista Rolling Stone, a "bíblia" do rock. Aquela época - anos de ouro do rock´n´roll - foi o auge das groupies. Quem não se lembra de já ter assistido vídeos antigos de shows do Elvis Presley e Beatles, com aquelas meninas fazendo escândalo e aos prantos?


 





Algumas declarações do video que merecem observação:

•  O que sentimos por ele é inexplicável. (Será que não é importante que saibamos dizer as razões que nos fazem amar tanto alguém?)

•  Somos capazes de desistir da eternidade para poder tocá-lo. (Isso é mesmo sério?)

• Sem você o mundo não teria cor, som, nem alegria. (Isso pode ser perigoso)

• Você é a parte que faltava no coração de cada fã. (O coração deve estar sempre pronto para novas observações)


• Pois é Justin, chorar por você já se tornou rotina. (Isso pode ser ainda mais perigoso)

• Ter você em minha vida foi simplesmente a melhor coisa que eu já conquistei. (Mas a vida é feita de conquistas diárias!)


A opinião da professora, mãe de Luíza Drew Bieber



Às vezes é mesmo chato ouvir seu filho pronunciando o nome do ídolo dezenas de vezes ao dia e pedindo na banca de revistas um monte de coisa aparentemente sem serventia.  Às vezes é tão voraz que você como mãe começa a questionar até onde esse negócio é normal. Mas, de repente comecei a pensar que também tive meus ídolos na infância e na adolescência, a diferença é que não havia internet e TV a cabo para alimentar toda a especulação. Meus ídolos da  infância eram a Xuxa, o Trem da Alegria, New Kids on the Block. Na adolescência, alguns astros do rock. Possivelmente, todas as pessoas das últimas gerações tiveram os seus ídolos, porém muitos pais esquecem.  Conversei com a neta de uma anciã alemã certa vez e ela disse que na sua adolescência todas as garotas eram loucas por Hitler. Diante desta informação, qualquer idolatria passa a ser fichinha. Bem, mais ou menos. Não é bem assim. Sabemos de alguns problemas envolvendo essa história de idolatria. Muita gente deixa de estudar para ficar horas procurando fofocas e imagens de seus ídolos. Há quem se submeta a ficar dias em uma fila para ver seu ídolo de perto nos shows. Também há aqueles que prometem suicídio caso não consigam chegar ao camarim daquele que juram ser a sua razão de viver. Tem que haver  uma medida saudável, dizem os especialistas.  Luíza foi ao show do Restart e voltou apavorada com a idolatria sem limites das garotas que gritavam e choravam diante do grupo. Achei ótimo, pois o fato leva-me a crer que está tudo sob controle e que a Luíza está passando por uma fase de descobertas.  Também procuro fazê-la observar e valorizar as pessoas próximas que têm histórias de vida que merecem admiração, apesar de serem anônimos à mídia. Essa fase vai longe ainda, mas não me importo, desde que ela não deixe seus afazeres como estudante e viva sua infância e sua adolescência de forma feliz, sem colocar seus ídolos como o centro de sua vida. É parte do processo para que ela desenvolva sua personalidade e para que tenha uma vida adulta feliz!

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É HORA DE LITERATURA!

Aula 01



A leitura do texto literário no Ensino Médio é sempre um desafio. É difícil convencer nossos alunos da importância de dedicar algum tempo à leitura, especialmente dos clássicos, já que o conhecimento não chega com o vento; ele é construído: tijolinho por tijolinho, step by step, palavra por palavra. Para convencer, vale até resposta do Yahoo respostas...


Por que estudar literatura no Ensino Médio? ( Yahoo respostas, MGoulart)

Um GATO reage ao ver a imagem de um PEIXE.
Um garoto reage, vibra, ao ver desenhos japoneses.

Mas o gato jamais vai CRIAR uma imagem mental,
seja ela de um peixe, de uma bola ou de uma flor.

Mas o garoto poderá CRIAR imagens MENTAIS que
ficarão fixadas em sua mente por muitos e muitos anos.

E estas imagens, fixadas, vão lhe dar “conhecimento”,
somar à sua inteligência, lhe dar o poder de comparar,
de analisar, lembrar, ensinar, etc.
E ele se tornará mais apto, mais capaz, devido a elas.
Sejam elas sobre Geografia, Química ou qualquer tema.

E qual é o melhor meio de aprender a criar imagens mentais ?
São as LETRAS e PALAVRAS. E os conjuntos de palavras.

Ou seja, a LITERATURA é um poderoso instrumento para
tornar você mais apta a “conhecer” e usar seus conhecimentos.

Ao lidar com as obras dos grandes mestres você estará
aprendendo a CRIAR IMAGENS MENTAIS, a partir das
frases, das palavras, das LETRAS. ( Repare que o nome
já diz : LITERATURA. Vem de LÍTERA. Ou LETRA )

E as imagens mentais são MUITO MAIS PODEROSAS
que as imagens visualizadas. Vou lhe dar um exemplo :

Veja na televisão a novela atual. Ela mostrará ao longo de
100 dias mais de 50 horas de IMAGENS SOBRE A INDIA.

E gaste 10 segundos para ler minha frase abaixo, com atenção:

“Na Amazônia brasileira talvez vivam 10 MILHÕES de pessoas.
Na Índia, do mesmo tamanho, há mais de 1 BILHÃO de pessoas.”

A televisão fornecerá 50 horas de imagens para seus OLHOS.
Minha frase, em 10 segundos, levará seu cérebro a CRIAR uma
imagem MENTAL sobre Amazônia, Índia, população, etc.

Daqui a UM ANO tente lembrar 10 minutos de imagens da novela.
Certamente terá esquecido. ( Tente lembrar AGORA de 10 minutos
de cenas de antigas novelas. Talvez até lembre... Mas as outras 49
horas certamente você já terá esquecido. )

Mas minha simples frase pode ficar no seu cérebro para sempre !

Isto por que o SEU cérebro CRIOU uma imagem MENTAL.
Daqui a anos você lembrará o tamanho e a população da Índia.
A imagem que VOCÊ criar será clara e duradoura.

Mas, não é só este o poder da LITERATURA. Ela vai mais longe.

Procure uma pessoa católica e peça para rezar uma “Ave Maria”.
Quando ela acabar, pergunte : “O que foi DITO por você ?”
Certamente ela responderá: “Foi uma ORAÇÃO”.

Agora, peguem lápis e papel e escrevam as palavras da Ave Maria.
Coloquem os pontos, as vírgulas, as exclamações, etc.
Depois leiam palavra-por-palavra. E reparem em cada uma.
Por exemplo “Ave Maria” é uma saudação :
“Salve Maria !” . Ou “Viva Maria !”

E criem imagens mentais para as FRASES desta ORAÇÃO.

E vão descobrir que fizeram SETE ELOGIOS e UM PEDIDO !

Então perceba : Uma “oração” já repetida centenas de vezes
MUDOU de SIGNIFICADO porque você deu atenção às suas
LETRAS ( Líteras ), atenção às suas PALAVRAS e às várias
FRASES que compõem a ORAÇÃO. ( E você também notou
que “oração” tem mais de um significado ! )

A Literatura ajudou a compreender melhor !

Não despreze a LITERATURA. Ela lhe dará meios de ganhar
mais saber, ter mais capacidade, ter mais PODER !

E perdoe a televisão, o computador, a internet, o celular, os
professores incompetentes e até os amigos que valorizam
o VISUAL e esquecem o CONHECER.

Eles, como o gato, não são mal intencionados.
Apenas estão se limitando a reagir às imagens dos peixes
e às outras que lhe sejam OFERECIDAS.

E estão desprezando o fabuloso PODER de CRIÁ-LAS !

Esta é uma das diferenças entre a gente e os gatos.

____________________________________________________________________________
ESCOLAS LITERÁRIAS

VAMOS COMEÇAR DO COMEÇO

Escola Literária ou Movimento Literário é o nome dado a todos os acontecimentos históricos envolvendo a literatura desde a invenção da escrita até os dias atuais. (Wikipédia)

UM POSSÍVEL CONCEITO

Há complicações quanto a possíveis conceitos de escola literária. Digamos que cada agrupamento de produção literária, influenciado por características da sociedade de uma determinada época, seja chamado de Escola Literária ou Movimento Literário. (conceito criado pela professora)

E O QUE MAIS?

Existiram várias escolas literárias. Iremos nos ater principalmente às escolas literárias do Brasil, que iniciam com o QUINHENTISMO, mas é preciso conhecer um tanto da história de Portugal para darmos início aos estudos das escolas literárias no Brasil. Os movimentos literários fizeram revolução em todo o mundo, afinal as artes refletem sentimentos e anseios das gerações.

COMEÇANDO POR PORTUGAL

Trovadorismo       Humanismo            Classicismo              Renascimento



Agora para descontrair:  Funk do Trovadorismo



Quem foi Dom Dinis?



Sexto rei de Portugal (1279-1325), nascido em Lisboa. Adotou o vernáculo (próprio de um país, nação, região) nos documentos oficiais e fundou a primeira universidade do país, que funcionou entre Lisboa e Coimbra, até se fixar nesta última cidade. D. Dinis emancipou a língua ao decretar que os documentos oficiais deixassem de ser escritos em latim e passassem a ser redigidos em português corrente. Uma medida simbólica que a par de outras criou definitivamente uma nação. Este é o começo da língua portuguesa  Poeta e protetor de trovadores e jograis, também foi apelidado de O Rei-Poeta ou O Rei-Trovador pelas cantigas que compôs e pelo desenvolvimento da poesia trovadoresca a que se assistiu no seu reinado. Compôs também cerca de 140 cantigas líricas e satíricas.

http://expressodalinha.blogspot.com/2009/06/d-dinis-importancia-da-lingua.html   
+ informações sobre Dom Dinis.

Do ponto de vista literário, as cantigas líricas apresentam maior potencial, pois formam a base da poesia lírica portuguesa e até brasileira. Já as cantigas satíricas, geralmente, tratavam de personalidades da época, numa linguagem popular e muitas vezes obscena.

• Cantigas de amor

Origem da Provença, região da França, trazidas através dos eventos religiosos e contatos entre as cortes. Tratam, geralmente, de um relacionamento amoroso, em que o trovador canta seu amor a uma dama, normalmente de posição social superior, inatingível. Refletindo a relação social de servidão, o trovador roga a dama que aceite sua dedicação e submissão.  Eu-lírico - masculino

• Cantigas de amigo

Neste tipo de texto, quem fala é a mulher e não o homem. O trovador compõe a cantiga, mas o ponto de vista é feminino, mostrando o outro lado do relacionamento amoroso - o sofrimento da mulher à espera do namorado (chamado "amigo"), a dor do amor não correspondido, as saudades, os ciúmes, as confissões da mulher a suas amigas, etc. Os elementos da natureza estão sempre presentes, além de pessoas do ambiente familiar, evidenciando o caráter popular da cantiga de amigo. Eu-lírico - feminino

• Cantigas satíricas

Aqui os trovadores preocupavam-se em denunciar os falsos valores morais vigentes, atingindo todas as classes sociais: senhores feudais, clérigos, povo e até eles próprios.

o Cantigas de escárnio - crítica indireta e irônica
o Cantigas de maldizer - crítica direta e mais grosseira

http://prateleiraonline.blogspot.com/      (Para você, que tem sede de conhecimento, aqui tem + informações)

A prosa medieval retrata com mais detalhes o ambiente histórico-social desta época. A temática das novelas medievais está ligada à vida dos cavaleiros medievais e também à religião. A Demanda do Santo Graal é a novela mais importante para a literatura portuguesa. Ela retrata as aventuras dos cavaleiros do Rei Artur em busca do cálice sagrado (Santo Graal). Este cálice conteria o sangue recolhido por José de Arimatéia, quando Cristo estava crucificado. Esta busca é repleta de simbolismo religioso. O valoroso cavaleiro Galaaz consegue o cálice.



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Professora de Língua Portuguesa e Literatura da rede pública estadual nas séries de Ensino Fundamental e Médio. aline.correio@gmail.com

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Diagnóstico Social da Criança e do Adolescente de Joinville

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