TEM GENTE FAZENDO CINEMA EM JOINVILLE!

Esta postagem é para você aluno, ligadaço em cinema e que de vez em quando se propõe a fazer aquele vídeo caseiro usando todos os possíveis recursos da sua digital. Saiba que acontece em Joinville, uma vez por ano, uma seleção de projetos chamado de Edital de apoio às artes, promovido pela Fundação Cultural de Joinville http://www.joinvillecultural.sc.gov.br/; que tem como objetivo descobrir talentos locais e até de certa forma, democratizar o acesso à produção das artes.



Os vídeos abaixo são produções de um cineasta aqui da nossa cidade chamado Rodrigo Falk Brum. Logo após, você pode conferir alguns textos produzidos por alunos do 2º ano do Ensino Médio relacionados ao filme "Sob o céu de Joinville". O tema das olimpíadas de Língua Portuguesa de 2008 era “O lugar onde vivo” e decidi que “Sob o Céu de Joinville” poderia abrir as oficinas de uma forma mais musical e menos densa, já que as oficinas preparavam para a escrita de um artigo de opinião. 






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_ Profe, às vezes é mó legal não se preocupar com parágrafos e gêneros..

_Tá bom, tá bom. Mas só de vez em quando hein!


“Sob o Céu de Joinville” de Rodrigo Falk Brum
por Jeferson Kamanski (2º ano/Ensino Médio)

O Curta-metragem “Sob o Céu de Joinville” mostra a cidade de Joinville por ângulos por vezes despercebidos aos nossos olhos. Ao pegarmos um "tupy-norte” em direção ao centro para passear no Muller e depois pegarmos novamente um tupy-norte em direção às nossas casas, não reparamos as desigualdades existentes em nossa sociedade: o contraste do cinza nos prédios e nas pavimentações do centro e os vários tons de verde de nossas matas e campos da zona rural; as cristalinas águas do rio Piraí em contraste com as sujas e negras águas do Rio Cachoeira, “nosso cartão postal”. O Curta não apresenta diálogos entre os personagens do filme por um único motivo: não há atores, os personagens são Joinville e seus habitantes. Partindo deste ponto e usando uma linguagem não-verbal, o cineasta apresenta canções compostas e tocadas por músicos de Joinville, adaptando-as perfeitamente num jogo de imagens fotografadas minuciosamente; escolhidas para apresentar um enredo que fala nada mais nada menos de um dia rotineiro da população de Joinville.


“Sob o Céu de Joinville” de Rodrigo Falk Brum
por Jonathan Francione (2º ano/Ensino Médio)

Como um curta-metragem de 15 minutos pode mostrar a verdade que não vimos há anos e talvez nunca tenhamos visto? Todos estão sob o mesmo céu, mas ninguém vê o que realmente acontece... confesso que me emocionei a ponto de quase não conter as lágrimas. Nunca imaginei que um filme local poderia mexer assim comigo! O filme é ótimo, emocionante e lindo! Não apresenta diálogos, mas para mim as imagens falam por si. Muitos diriam que o filme é ruim, mas seriam pessoas desinteressadas que não sabem nada sobre a nossa cidade. E agora eu pergunto “Será que vivemos na mesma cidade que nossos vizinhos?”


“Sob o Céu de Joinville” de Rodrigo Falk Brum
por Ana Thaize Cardoso (2º ano/Ensino Médio)

É comum a correria da vida fazer com que não possamos perceber pequenos detalhes do dia-a-dia. Foi preciso um cineasta mostrar tudo isso em 15 minutos para que pudéssemos abrir os olhos e então ver a beleza que nos cerca. Cada imagem, cada detalhe, desperta um sentimento diferente em cada pessoa. Não é necessário criticar ou elogiar, é só olhar com os olhos e sentir com o coração. Foram 15 minutos muito bem distribuídos sobre o dia do trabalhador rural e urbano, mas faltou mostrar o café da manhã joinvilense: nata, melado e queijinho. Entre as paisagens filmadas, também foi demonstrado o contraste entre classes sociais, a limpeza e o lixo, as áreas urbanas povoadas por prédios e a paz do campo com seu imenso verde. O que mais emociona no filme é o modo como cada pessoa vive e como ela encara a sua rotina. Foi possível notar a alegria, a tristeza, a angústia de cada um através de um olhar generalizado sobre todos nós. O roteiro do filme se passa num dia normal para qualquer um de nós, mas desperta a cada imagem um sentimento, seja ele de afeto ou aversão.


“Sob o Céu de Joinville” de Rodrigo Falk Brum
por Karine Nunes (2º ano/Ensino Médio)

O filme “Sob o Céu de Joinville” conseguiu captar as belezas da cidade transformando até coisas feias, como o Rio Cachoeira, em uma paisagem agradável. Eu nunca tinha observado pequenos detalhes e nem sabia que a cidade em que vivo tem tantos lugares para ir. A opção de usar apenas imagens (sem diálogos) e música apenas instrumental foi muito especial porque capta mais a atenção do espectador. Acho que por mais lindo que o filme tenha sido, faltou mostrar o lado pobre da cidade, que é a realidade. Mostrou lindas ruas dos bairros nobres, mas não nos deu o conhecimento da periferia de fato. Cada região tem sua beleza e isso foi bem captado pelo diretor, a tranqüilidade e o sossego da área rural, a correria e o estresse da área urbana, duas dimensões muito diferentes encontradas numa mesma cidade. O que mais me emociona é saber que moro numa cidade com tanta variedade de cultura, de pessoas, de lugares e que tudo isso foi mostrado em apenas 15 minutos, e o que me deixa assustada é que moro aqui há quase 16 anos e desconhecia tudo isso.

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Professora de Língua Portuguesa e Literatura da rede pública estadual nas séries de Ensino Fundamental e Médio. Amante de música. Libertária. aline.correio@gmail.com

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